Na obra O Maternal: Freud, Winnicott, Kristeva, a autora retoma frontalmente sua principal linha de pesquisa centrada na maternidade. Assim, escreve uma obra conclusiva de seu percurso no tema da maternidade em psicanálise, que se caracteriza, ao mesmo tempo, como uma obra concisa e sem qualquer excesso do ponto de vista estilístico de seu ensaio, sem perder qualquer densidade teórica.
Com Winnicott, a autora aborda teses cruciais sobre a maternidade, colocando em destaque a “preocupação materna primordial” e construindo uma leitura complexa sobre a função materna, marcada pela alteridade em direção ao Outro e ao mundo.
Com Kristeva, são destacados os laços da mãe com o bebê sob a forma de “erotismo maternal”, articulando paixão e sublimação e evidenciando a ética da alteridade e do laço com o Outro.
Ao revisitar Freud, a autora evidencia a importância crucial da maternidade no discurso freudiano, delineando a função materna e o acolhimento ao desamparo infantil.
A leitura deste ensaio provoca um prazer permeado pela escrita enxuta. Trata-se de uma obra fundamental não apenas para psicanalistas e estudantes do campo psi, mas também para todas as pessoas interessadas nos destinos atuais do mundo em que vivemos, que se esquece da alteridade humana e materna.
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