Você ainda me guarda

Cacau Vilardo é carioca e vive em São Paulo. Além de atriz, é formada em Direito e em Letras. É autora dos livros Era uma vez… — selecionado para o projeto “Minha Primeira Biblioteca”, da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro —, Vôvó e Cabra-cega, este último incluído no PNLD 2021 (Ensino Médio). Coautora das obras Pais (não) nascem prontos! Construindo caminhos para o desafio de educar, Pais (não) nascem prontos: adolescentes e Mulheres não nascem prontas: elas se reinventam – 40+. Colaborou com o roteiro do curta-metragem A Má Notícia, selecionado para o 16º Festival de Filmes de Tiradentes. Com o conto A alcoviteira, conquistou o 3º lugar na categoria Prosa do 3º Prêmio Paulo Britto de Prosa e Poesia. Há mais de uma década, ministra palestras e workshops para alunos, pais e professores, utilizando a arte de contar histórias como ferramenta para despertar o gosto pela leitura.
Sinopse: Você ainda me guarda, romance de Cacau Vilardo, trata de segredos. Muitos. Os que guardamos, os que nos são revelados, os que queremos (ou não) esquecer. E é a partir deles que toda a narrativa se movimenta, como se acionasse um dispositivo que dá acesso ao que temos de mais remoto, íntimo, escondido e estacionado. E, como elos de uma corrente, traz consigo medos, traumas, luto e solidão. Acompanhamos a protagonista, Olívia, recordando, sete anos depois, o último dia de vida de seu pai. A narração é extremamente delicada, com a lucidez de quem percebe a luta e a resignação, a saudade antecipada e a sensação de abandono. Mas é também neste momento que demonstra suas inquietações e a vontade de parar o tempo. E, como num passe de mágica, o tempo volta à infância, às idas com o pai para Muriqui, na casa da avó paterna, a convivência com os familiares e as brincadeiras infantis. Mas há algo de sombrio que não consegue explicar, impedindo-a de enfrentar seus temores – como o medo do mar. Até que, um dia, algo terrível acontece, marcando o m de sua adolescência. Outras cicatrizes vão se somando à vida de Olívia, mas a mais importante vem pelas palavras da mãe, que lhe revela segredos que não mais quer guardar. Mãe e lha viajam para Salvador, onde outras revelações anunciam dor, mas também uma possibilidade de Olivia buscar um encontro consigo mesma, libertando-se e abrindo-se para uma nova vida, desta vez escolhida por ela. Você ainda me guarda prima pela maestria poética, como se expressasse, na epiderme da página, gradações de silêncio. Com cuidado e sutileza, Cacau Vilardo, como Penélope, tece e destece os de uma linda história, como se nos dissesse que o segredo da vida é simples: existir.











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